Na semana passada (e alguns posts abaixo) a gente falou da Digital Deth – aquela campanha on-line onde diversas celebridades norte-americanas anunciaram sua morte nas redes sociais até que US$ 1 milhão fosse arrecadado em auxílio de crianças vítimas de AIDS na África.
Observamos duas lições:
1) No começo da campanha, o valor mínimo das doações era de US$ 10. Como diversos analistas de comunicação e publicidade afirmaram, a campanha errou em superestimar o valor da presença de celebridades nas redes. É legal seguir Alicia Keys ou Usher no Twitter, mas convencer seus seguidores a desembolçar grana pra isso não é bem assim… A maior parte das pessoas ainda entendem a rede como uma extenção virtual da vida – e, por isso, não tão próximo do real. Isso torna mais difícil motivar à ação (e à doação).
Cinco dias depois do lançamento da campanha, depois de muito buzz e milhares de notícias, feeds e links ao redor do mundo, o valor arrecadado não passava de US$ 300 mil. Na internet, cinco dias equivalem a muito, muito tempo. Uma campanha viral como essa baseia sua força em datas pontuais, eventos ligados ao contexto global. “Esfriando”, a campanha parecia longe de atingir seu objetivo, até que…
2) O valor mínimo para doação foi reduzido a US$ 1. Um dólar! Da mesma maneira que, em nosso senso comum, acreditamos mais que R$ 1 é troco e não dinheiro, uma quantia mais baixa correspondeu ao perfil do público inserido nas redes sociais das celebridades “mortas” e, ao mesmo tempo, tornou a colaboração mais fácil… Em 21 horas, a marca de um milhão de dólares foi batida a os famosos voltaram a ativa no Twitter e no Facebook…
Para atuar na internet e alcançar o público-alvo, a melhor estratégia é, antes de mais nada, pesquisar, sondar e compreender esse público, descobrindo o que o motiva, o que cativa, o que o mantém conectado. Estar na internet é fundamental, mas pra que sua empresa seja bem sucedida no ambiente on-line, conteúdo e uma boa imagem são premissa básica.



